Alfabetização e letramento: o que são, processo e por onde começar?

12/05/2022
Kumon Brasil
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Foto de menina em livraria. A alfabetização é muito importante para descobrir o mundo.

A fase de alfabetização é um período importante na vida de uma criança. Ao adquirir a capacidade de ler, ela desenvolve habilidades fundamentais para compreender o mundo ao seu redor, descobrindo assuntos até então desconhecidos e ampliando sua capacidade de desenvolver novas competências.


Existe bastante debate em relação a melhor hora para alfabetizar uma criança, inclusive com documentos e dispositivos conflitantes que afirmam cada um uma coisa.


Diante disso, muitas mães ficam confusas ou inseguras em relação a este tema tão importante. Afinal, em que momento deve ser feita a alfabetização? O que diz a Base Nacional Comum Curricular? Como ajudar a criança em casa?


Todas estas questões serão respondidas a seguir. Neste texto, vamos falar mais sobre o que é alfabetização, o melhor momento para começar e o que você pode fazer para ajudar seu filho neste processo.


No método Kumon a criança aprende a ler e escrever no seu próprio ritmo, independente da idade.


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O que é a alfabetização?


Alfabetização é o processo pelo qual um indivíduo aprende a ler e a escrever, usando estas habilidades para se comunicar, interpretar, compreender e produzir conhecimento.


A UNESCO vai além e traz uma definição ampliada, na qual a alfabetização é vista como a aquisição de habilidades cognitivas básicas que permitam a contribuição para o desenvolvimento socioeconômico e para a reflexão crítica como base de mudança pessoal e social.


Como você pode ver, a segunda definição vai além da simples codificação e decodificação de letras ou palavras. Neste caso, ainda estamos falando de alfabetização ou trata-se de letramento? É o que vamos descobrir a seguir.


Letramento e alfabetização são as mesmas coisas?


O processo de alfabetização costuma acontecer de forma gradual, com o aprendizado das letras, sílabas, palavras e frases. O resultado destas competências é a codificação e decodificação do sistema de escrita, o que caracteriza uma pessoa alfabetizada.


Esta definição não leva em conta a qualidade do domínio sobre a leitura e a escrita. Assim, quando falamos em letramento, ou em pessoas letradas, estamos ampliando a capacidade de simplesmente saber ler e escrever, considerando a aplicação destas competências nos mais variados contextos sociais.


Assim, podemos dizer também que a alfabetização pressupõe o uso individual das habilidades de leitura e escrita, enquanto o letramento faz uso social destas competências, praticando a interpretação de texto, pensamento crítico e reflexão.


O que a BNCC diz em a respeito à alfabetização para crianças?


A importância da alfabetização na educação infantil é plenamente reconhecida nos dias de hoje, mesmo havendo um grande debate em relação a melhor idade para iniciar este processo.


Além de ser objeto de opiniões contrastantes entre especialistas em educação e da alfabetização, a própria existência de documentos com diretrizes diferentes não deixa clara a real expectativa de com qual idade a criança deve estar alfabetizada.


O Plano Nacional de Educação (PNE), por exemplo, tem como meta “alfabetizar todas as crianças no máximo até o 3º ano do Fundamental”. Já a Política Nacional de Alfabetização, mais recente, cita a “priorização da alfabetização no 1º ano do Ensino Fundamental”.


A última encontra-se alinhada com a Base Nacional Comum Curricular, que estabelece que o processo de alfabetização inicie-se por volta dos 6 anos de idade, no 1º ano do Ensino Fundamental, e esteja integralmente concluído até o 2º ano do Ensino Fundamental.


Como ocorre o processo de alfabetização?


Foto de menina lendo um livro. Há vários métodos para alfabetizar a criança.



Independente da idade, o processo de alfabetização ocorre de maneira gradual e seguindo um método de ensino. Há três métodos considerados os principais, e usados no mundo todo: o sintético, o analítico e o natural.


Método sintético


O método sintético pode ser dividido em alfabético, fônico e silábico. Ele relaciona a grafia com o som, e a forma escrita com a oral. 


O método alfabético parte do ensino das letras, para então evoluir para palavras e frases. Já no método fônico o foco está nos sons. A criança aprende o som de cada letra, o som da junção entre elas e finalmente as sílabas. No método silábico ocorre o contrário, e elas são aprendidas antes das palavras.



Método analítico


O método analítico trabalha com a análise de palavras, frases e contos. Na palavração, o aluno aprende a relacionar palavras e imagens descritivas. 


Na sentenciação, ocorre praticamente o inverso dos métodos sintéticos. A criança parte de uma frase completa para, então, seguir para palavras e sílabas.


Já o conto ou historieta é uma forma ampliada de sentenciação, partindo não de uma frase, mas de várias delas interligadas. Assim, acrescenta-se mais uma etapa ao processo, que é analisar o texto inteiro antes de partir para as frases.


Método natural


O método natural está muito relacionado aos temas abordados no processo de alfabetização. Ele parte da investigação de quais assuntos são mais interessantes para os alunos, por meio de conversas informais, para só então trabalhar a alfabetização a partir destes conhecimentos.


Quando começar a alfabetizar a criança?


Se saber como começar a alfabetização parece complicado, entender quando é ainda mais difícil. Muitas mães têm dúvidas quando precisam inserir crianças em idade pré-escolar em um ambiente de estudos. Elas têm receio de sobrecarregar os filhos e prejudicar sua infância. 


Contudo, é justamente nessa fase que os pequenos começam a assimilar padrões sociais, emocionais e cognitivos. A primeira infância, período que envolve os seis anos iniciais, é fundamental para o desenvolvimento do aluno, que levará para a vida inteira as lições adquiridas nessa etapa.


Na primeira infância, o cérebro está passando por mudanças constantes e trabalhando para consolidar conhecimentos. Logo, as experiências dessa fase terão um papel decisivo no adulto que o pequeno virá a ser.


Apesar de não haver consenso entre os especialistas, e nem mesmo entre as diretrizes educacionais adotadas nacionalmente, como vimos anteriormente, a BNCC orienta que a alfabetização seja realizada entre o 1º e 2º ano do Ensino Fundamental.


Porém, esta não é uma regra e cada família possui autonomia para considerar as melhores opções para o desenvolvimento destas habilidades e competências.


Como os pais podem incentivar a alfabetização em casa?


Foto de mãe e filha lendo juntas, deitadas no chão. Os pais podem ajudar muito na alfabetização com atitudes simples.



A importância da alfabetização na educação infantil deve ser objeto de atenção de pais e responsáveis pelas crianças. 


É fundamental que eles participem da aprendizagem dos filhos. Isso não significa assumir o papel do professor, mas sim proporcionar oportunidades e experiências relacionadas ao conhecimento, que agucem a curiosidade e o prazer em aprender.


Um bom jeito de fazer isso, por exemplo, é levando os pequenos para passeios culturais. Assim, as crianças poderão relacionar o estudo acadêmico à realidade. Algumas sugestões de locais para visitar são museus, bibliotecas e parques ecológicos.


A constante motivação e a variação de estímulos fazem com que as crianças tenham gosto pelo aprendizado desde cedo. Alunos que gostam de aprender tendem a evoluir mais, e quanto antes esse hábito for criado, melhor.


Para ajudar você nesta tarefa, separamos algumas dicas valiosas que seguramente vão trazer muitos benefícios ao desenvolvimento das crianças em fase de alfabetização. 


Conte histórias


Leia para seu filho. Além de contribuir para o desenvolvimento da criança, esta atividade também pode propiciar bons momentos de união entre a família.


O aluno Rafael, por exemplo, começou a fazer Kumon para desenvolver o foco e a concentração. Ele começou a estudar português com 4 anos e, em apenas 3 meses, aprendeu a ler e escrever.


Não demorou para ele adquirir um enorme gosto pelos livros. Com essa paixão pela leitura, o aluno já leu em torno de 300 obras desde que foi alfabetizado.


Foto de aluno do Kumon alfabetizado com o método aos 4 anos de idade.  Respeitar o ritmo de cada criança

Respeitar o ritmo de cada criança


Cada pessoa possui suas características próprias, estilo de aprendizagem, facilidades e dificuldades, e até mesmo momentos melhores ou piores. 


Saber respeitar o ritmo do seu filho é essencial para incentivar a alfabetização de maneira prazerosa. Ao fazer isso, ele evolui conforme a própria capacidade e fica cada vez mais motivado com as próprias conquistas.


Aliás, você sabia que respeitar a individualidade de cada aluno é um dos pilares do método Kumon? Pois é, temos experiência de sobra para afirmar: ensinar de acordo com o ritmo de cada criança traz resultados incríveis!


Jogos de linguagem


A abordagem lúdica é super recomendada para abordar temas complexos com crianças, da matemática à alfabetização.


Na sua casa, é possível incentivar a escrita e a leitura com atividades divertidas, que além de sua função de aprendizagem ainda rendem bons momentos em família.


Entre os jogos de linguagem mais conhecidos estão os trava-línguas, o stop (também chamado de adedonha) e o jogo da forca. Nenhum exige mais que papel e caneta, porém todos trazem inúmeros benefícios para a alfabetização!


Quais obstáculos podem ser encontrados no caminho?


A facilidade ou dificuldade de alfabetização está ligada a vários fatores, como a capacidade de cada aluno, método de ensino e contexto familiar, entre outros.


É necessário estar sempre de olho nestes sinais. Ao observar que seu filho está enfrentando dificuldades, vale a pena buscar estratégias alternativas e mudanças de metodologia para superá-las.


Dificuldades ao aprender


As dificuldades de aprendizagem podem acontecer devido a muitos fatores, que vão de atrasos no desenvolvimento psicomotor até uma estimulação cultural precária, como pouco ou nenhum contato com livros, por exemplo.


Durante a pandemia de Covid-19 e o distanciamento social, foi possível observar como a limitação no contato e oportunidades de aprendizado das crianças acabou trazendo dificuldades para muitas delas.


Ausência da família


A estimulação cultural é fundamental para o processo de alfabetização. Mesmo que o aluno vá para a escola, os pais têm a responsabilidade de prover um ambiente que a ajude a desenvolver o gosto pelos estudos e a motive a aprender.


Uma ótima forma de fazer isso é inserir no dia a dia ferramentas que facilitem o processo de aprendizagem, como livros, jogos e canções.


Alfabetização durante a pandemia: como driblar as dificuldades


Entre tantas dificuldades trazidas pela pandemia, uma das maiores foi a impossibilidade de frequentar a escola e trabalhar o processo de alfabetização de forma presencial. Esta situação acabou delegando a muitos pais a missão de conduzir em casa a alfabetização de seus filhos, o que certamente não é tarefa simples.


Muitos deles descobriram no Kumon a solução para esta angústia. Com uma orientação de estudo individualizada, respeito ao ritmo do aluno e material didático que estimula a autoinstrução, o método oferece a possibilidade de que a criança seja alfabetizada em casa, estudando um pouquinho todos os dias, sem sobrecargas para ela – ou para os pais.


Pedro, de 6 anos, foi matriculado em português durante a pandemia. Os resultados vieram rapidamente. Segundo a mãe, ele lidou com o estudo remoto com tranquilidade e mostrou um enorme senso de responsabilidade e prazer nos estudos.


Foto de aluno do Kumon em processo de alfabetização durante a pandemia.

Joaquim, de 5 aninhos, é outro exemplo. Ele começou o Kumon de Matemática em fevereiro de 2020, véspera da pandemia. 


Como tudo estava funcionando bem com esta disciplina, os pais o matricularam também em português, em outubro de 2020. O resultado? Em pouco mais de um mês o aluno já estava lendo suas primeiras palavras!

Foto de aluno do Kumon alfabetizado durante a pandemia.



Conheça os benefícios do Kumon na fase de alfabetização


Quanto mais estímulos as crianças receberem, mais completo será seu desenvolvimento. No Kumon para pré-escolares, antes de serem alfabetizados, os alunos são estimulados com músicas, cartões de palavras, tabuleiros de números e livros. Esses incentivos ajudam a despertar a curiosidade e o interesse pelo aprendizado.


A partir da orientação na primeira infância, é possível conhecer a real situação do aluno. Então, podemos desenvolver, individualmente, cada criança de acordo com suas habilidades, independentemente da idade.


No Kumon, os livros ganham atenção especial. Por meio de uma relação saudável com a leitura, as crianças conseguem estudar com mais tranquilidade. Buscamos firmar a leitura como algo rotineiro e prazeroso. 


Quem cria um laço positivo com essa atividade adquire, com facilidade, conhecimentos, os quais contribuirão para sua formação pessoal e profissional.


Com um plano individualizado, orientação específica e estudo no ponto ideal, ou seja, adequado à capacidade cognitiva que o pequeno apresenta no momento, o método Kumon ajuda a criança a descobrir e atingir seu máximo potencial.


Visite a unidade Kumon mais próxima de você e descubra como alfabetizar seu filho respeitando suas características e individualidades.


Conclusão


Neste texto, você aprendeu o que é alfabetização e como isto se diferencia do letramento. Também pode entender melhor como funcionam alguns métodos de alfabetização e em que momento é mais recomendado iniciar este processo.


Como não há consenso entre os especialistas, esta é uma questão que acaba sendo bastante definida pala visão que cada família possui sobre o tema. 


Ainda assim, mesmo sem saber exatamente o ponto de início, é recomendado que o processo esteja concluído por volta do 2º ano do Ensino Fundamental.


Além da escola, você também pode ajudar seu filho a se alfabetizar com atividades simples, como ler histórias ou jogar jogos de linguagem. Além disso, pode contar com a ajuda do Kumon.


O método parte do princípio de que, mais que conhecer as letras, é preciso compreender o significado das palavras. Assim, é possível desenvolver o máximo potencial do aluno, desde a alfabetização até a interpretação de textos.

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