Qual a diferença entre chinês, japonês e coreano? Aprenda quais são!

28/07/2022
Kumon Brasil
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Foto de menino escrevendo em japonês. A diferença entre chinês e japonês é bem grande, mas mesmo assim causa confusão.


Muita gente se pergunta qual é a diferença entre chinês e japonês, tanto nos idiomas quanto na aparência e nos hábitos.


Identificar esta diferença pode ser um desafio para quem não sabe muito bem como cada uma das línguas funciona ou não conhece algumas de suas características.


Apesar de suas semelhanças confundirem os ocidentais, tratam-se de nacionalidades e povos bem diferentes, com características culturais, físicas e linguísticas únicas.


À primeira vista, pode parecer que todas as populações asiáticas utilizam o mesmo alfabeto, tendo algumas diferenças entre si. Mas a verdade é bem diferente. O japonês, chinês e coreano são sistemas completamente distintos, que possuem alfabetos e regras gramaticais únicas.


Se você quer aprender qual é a diferença entre japonês, chinês e coreano, e quer saber como diferenciar chinês de japonês, siga em frente. Neste texto vamos ajudar você a identificar cada um deles e nunca mais se confundir!


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Qual a diferença entre chinês, japonês e coreano?


A diferença entre chinês e japonês, assim como com o coreano, é bem perceptível quando os ouvimos falar.


Isso acontece porque o idioma chinês possui muitas variações silábicas, sendo considerado um idioma tonal. Ou seja: o significado das palavras muda ao aumentar ou diminuir o tom de voz.


Já o japonês mantém as mesmas sílabas de forma regular, o que se reflete inclusive em um de seus alfabetos. Isso permite usar a variação de tons para expressar emoções ou intenções.


Também é fácil perceber a diferença entre chinês e japonês pelo uso de L e R. Para os chineses, é muito difícil pronunciar corretamente o R. Quando encontram esse fonema, o que acontece é que eles o substituem pelo L, e “frente”, por exemplo, torna-se “flente”.


Para os japoneses, por outro lado, é muito complicado falar o L, já que esse fonema não existe em seu idioma. Assim, o que acontece é usar o R para substituir. Assim, “papel” vira “paperu”, por exemplo.


O coreano, por sua vez, guarda alguma semelhança com o chinês, mas também é claramente diferente quando ouvido.


Agora, quando o assunto é escrita, as coisas podem ficar bem difíceis para determinar a diferença entre chinês e japonês. E não é à toa. O alfabeto japonês é diretamente derivado do chinês, guardando muitas semelhanças, principalmente nos kanji.


Porém, com um pouco de conhecimento e atenção é possível distinguir um do outro claramente, conforme explicamos a seguir.


Chinês


Trata-se de um dos idiomas mais antigos do planeta e a língua mais falada no mundo. Naturalmente, influenciou os sistemas de escrita de países próximos, como o Japão e a Coreia.


Os chineses possuem apenas um alfabeto, o hànzì, muito parecido com o kanji japonês. Este sistema é usado em várias linguagens e dialetos diferentes, como o cantonês e o mandarim. Comparando, é como o alfabeto romano, usado por vários idiomas distintos.


Grafia


A principal diferença entre chinês e japonês está na forma de escrever. O japonês se baseia no som das sílabas e também em conceitos concretos ou abstratos, que resultam nos ideogramas do kanji.


No chinês, existe apenas o uso de símbolos para expressar ideias e palavras. Estima-se que existam mais de 40 mil deles, apesar de uma pessoa precisar dominar somente cerca de 1.300 símbolos para ser considerada fluente.


Os logogramas chineses podem ser bastante parecidos com os japoneses. Uma forma de diferenciar é observar como o alfabeto chinês possui muitos traços, fazendo com que os caracteres pareçam mais densos.


Gramática


Pronto para uma informação surpreendente? O chinês é uma das línguas mais fáceis de aprender. É isso mesmo, ao mesmo tempo em que possuir um alfabeto que utiliza somente símbolos é algo complicado, é também uma facilidade, já que não há muitas regras gramaticais para aprender.


Não há flexões gramaticais, como conjugações verbais e concordância de gênero, número e grau. Também não há sílabas. Mesmo assim, nem tudo são flores: as variações tonais alteram o sentido das palavras e isso pode ser bem difícil de aprender.


Japonês


Ao contrário do chinês, o japonês tem apenas um idioma. Mesmo assim, usa três alfabetos para escrevê-lo. Cada um deles possui uma aplicação. Enquanto o hiragana é usado para representar sons silábicos, o katakana é específico para palavras estrangeiras. Ainda há o kanji, formado por ideogramas.


Grafia

O hiragana possui 46 caracteres. Ao contrário do nosso alfabeto, eles representam os sons de sílabas. É o mais utilizado no Japão. 


Os caracteres são bem mais simples, curvos e enxutos que os caracteres chineses. O katakana, mesmo sendo mais anguloso, ainda assim é facilmente identificável. 


Mesmo os kanji japoneses acabam sendo mais enxutos visualmente, com menor número de traços, que os hànzì chineses.


Gramática


Há algumas características curiosas nas regras gramaticais japonesas. Por exemplo: você sabia que não há flexão de gênero neste idioma? Masculino e feminino são determinados no dia a dia pelo uso do nome ou alguma referência que identifique a quem estão se referindo.


Outra diferença interessante é a forma de conjugar uma oração. No português, o responsável pela regência é o verbo. No japonês, este papel fica com o adjetivo, que é flexionado de acordo com o tempo verbal.


Coreano


Até o século XX, o coreano era uma língua muito parecida com o chinês e o japonês. Porém, desde então ele se desenvolveu e ganhou características próprias bem definidas. Chamado de hangul, o alfabeto coreano funciona um pouco como o romano. 


Ele é formado por letras que, juntas, formam sílabas e palavras. São 24 letras, sendo que 10 são vogais e 14 são consoantes.


Grafia

De acordo com o contexto e tempo verbal, as consoantes sofrem variações que levam o hangul a ter, efetivamente, cerca de 40 caracteres.

O alfabeto coreano pode parecer, a princípio, um pouco com o hiragana japonês. Porém, ele possui uma característica única que pode ajudar você a identificá-lo facilmente: as letras possuem traços e círculos, algo que nem o japonês nem o chinês têm.


Gramática


Por ser uma língua polissilábica e aglutinante, o coreano usa a união entre letras para formar sílabas (chamadas de jambos), que por sua vez são utilizadas para formar palavras.


Suas estruturas são formadas por sujeito + objeto + verbo, sendo que o último é o elemento mais importante dentro da sentença.


Diferença física entre japonês, chinês e coreano


Talvez a primeira coisa que cause mais dúvidas em relação à diferença entre chinês e japonês sejam os olhos. Assim como a maioria dos povos asiáticos e do Oriente Médio, chineses, japoneses e coreanos possuem os olhos puxados.


Mas você sabia que este termo não representa corretamente esta característica física, sendo considerado até um pouco pejorativo?


Isso porque os olhos com essas características possuem o mesmo tamanho e formato que os de qualquer brasileiro ou europeu. 


O que muda é que, por aqui, temos uma dobra na pálpebra que os asiáticos não possuem. Por isso, uma parte maior dos olhos destas etnias fica coberta, podendo erroneamente parecer que eles são menores ou puxados.


A inclinação, porém, costuma ser um fator de diferenciação. Olhos japoneses costumam ser inclinados para cima, e os chineses, para baixo. Os coreanos tendem a ter olhos menores. Existem ainda diferenças entre altura, formato do rosto, que tende a ser mais redondo nos chineses, e até mesmo na cor da pele. 


Tudo isso, claro, é uma generalização. Muitas vezes, há variações dentro do próprio país que tornam muito complicado saber a diferença entre chinês e japonês. 


Diferenças culturais entre chineses e japoneses: descubra quais são


Como você viu, a diferença entre chinês e japonês é enorme, e se manifesta tanto nos alfabetos e forma de falar quanto nas características físicas de cada um.


Outro ponto no qual os dois povos são absolutamente diferentes é na cultura. Mesmo havendo semelhanças, já que são países próximos, japoneses e chineses se comportam de formas distintas, que podem ser notadas na educação, culinária, religião, música e demografia.


Educação


Quando comparados aos ocidentais, tanto chineses quanto japoneses são mais formais e educados socialmente. Ambos se curvam para cumprimentar as pessoas, apesar de na China ser comum usar um aperto de mão.


Porém, no Japão, a preocupação com o respeito à hierarquia social ou com pessoas de mais idade costuma ser bem mais forte e presente no dia a dia. Além disso, tocar na mão de alguém não é bem-visto


Você dificilmente verá, entre os japoneses, alguém agindo de forma casual ou familiar com alguém mais velho, com quem não exista intimidade ou com pessoas em posição social mais alta, como um chefe na empresa, por exemplo.


Música


Apesar de estarmos falando da diferença entre chineses e japoneses, no quesito música quem merece destaque são os coreanos.


O K-Pop, como é conhecida a música pop coreana, é um sucesso no mundo todo. Graças às plataformas de streaming, grupos como BTS, BLACKPINK, Twice e NCT fazem parte hoje de um dos gêneros musicais mais consumidos em todo o planeta.


Mas não foi só a internet que impulsionou a música coreana para o sucesso. Lembra de Gangnam Style? Pois então, isso aí é a música da Coreia!


Religião

Foto de uma estátua de Buda. A diferença entre chinês e japonês também é cultural.


A diferença entre chinês e japonês também se reflete bastante na religião. No Japão a religião tem uma presença maior no dia a dia, principalmente o xintoísmo e o budismo.


É muito difícil andar pelas ruas japonesas e não encontrar um templo, um jardim sagrado ou uma imagem de Buda.


Já a China segue oficialmente o ateísmo de Estado. Mesmo assim, cerca de metade da população pratica algum tipo de religião, o que faz sentido quando falamos do local onde surgiram o taoismo e o confucionismo, representantes da tradição religioso filosófica que resultou no budismo.


Geografia e demografia


A China é um país enorme, pouco menor que os EUA. Por outro lado, o Japão é uma ilha de tamanho equivalente ao Mato Grosso do Sul.


Esta diferença se reflete na urbanização e densidade demográfica, muito mais alta no Japão, mesmo que os chineses sejam o povo mais populoso do mundo. A urbanização é mais intensa no território japonês, enquanto os chineses possuem diferenças entre várias regiões e bastante área agrícola e industrial.


Culinária


O jeito mais gostoso de aprender a diferença entre chinês e japonês é comendo, com certeza! Ambas as culinárias são incríveis e muito apreciadas pelos brasileiros. Mas as diferenças acabam por aí.


Os japoneses costumam utilizar muitos frutos do mar na alimentação, muitas vezes frescos e crus, o que faz todo sentido já que estamos falando de uma ilha. Temperos mais leves, como molho de soja e vinagre de arroz acompanham bem este tipo de culinária.


Enquanto isso, a culinária chinesa tem como característica as frituras, carnes e uso de temperos mais fortes e expressivos, como pimenta e mostarda. Mesmo o arroz é frito e misturado a ovos, molhos e legumes, que também são fritos junto com a carne.


Outro ponto interessante de notar é que tanto chineses quanto japoneses usam hashis para comer. Entretanto, no Japão eles são mais curtos e possuem as extremidades arredondadas.


Para aprender japonês e mergulhar na cultura do país, visite uma unidade Kumon e veja como nosso método funciona para todas as idades!


Conclusão


Ao longo desse post, você viu que existe muita diferença entre chinês e japonês, e deles para o coreano.


Apesar de serem todos países asiáticos, os três possuem hábitos, culturas e características físicas bem diferentes entre si. Esta diferença também é muito aparente nos idiomas e alfabetos usado por cada país.


O chinês possui um único alfabeto, formado por ideogramas que representam conceitos e ideias. Foram eles que deram origem aos três alfabetos japoneses, por volta do século IV e, mais recentemente, no século XX, ao alfabeto coreano.


Aprender estes idiomas é um desafio e um grande exercício para quem deseja ser um poliglota ou aproveitar oportunidades profissionais, de estudo ou culturais. 


Muitos dos alunos do Kumon começaram a estudar japonês para ler seus mangás prediletos ou para saber mais sobre a cultura japonesa, e acabaram mudando o rumo de suas vidas, inclusive morando e trabalhando no Japão.


E olha que legal: o curso do Kumon foi feito para brasileiros, então você pode aprender japonês mesmo se nunca teve contato com o idioma!

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O Kumon é um método de estudo que desenvolve ao máximo o potencial do seu filho, de forma individualizada. Criado no Japão em 1958 pelo professor Toru Kumon, o método está presente em mais de 60 países e reúne mais de 4 milhões de estudantes.

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