Gosto pelo aprendizado

10/04/2019
Johnatan Padovez Kumon
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A busca por conhecimento é inato a nós, seres humanos. Ou seja, o impulso de aprender coisas novas e o anseio por nos desenvolvermos fazem parte de nossa natureza. Porém, apesar disso, a disciplina para estudar de forma focada, objetiva e eficiente, bem como o gosto por fazer isso, exigem treinamento e dedicação. Esse tipo de responsabilidade, contudo, quando bem estabelecida, permite diversas aquisições: bom desempenho escolar, interesse pela leitura, ampliação de horizontes de raciocínio lógico e de vocabulário, entre outras características.


Olhando de fora, essa conclusão pode até parecer simples, mas entender e praticar isso não foi fácil. Apesar de ter vivido uma infância cheia de interações saudáveis e estímulos ao aprendizado, eu não gostava de “sentar para estudar”, por exemplo. Ficava inquieto, sem concentração. Isso acontecia com todas as disciplinas da escola e, principalmente, com o inglês.


No começo da vida escolar, isso não atrapalhava tanto; eu tinha certa facilidade em memorização de textos e conseguia seguir. No entanto, com o passar dos anos e com o aumento da dificuldade, essa estratégia já não era suficiente. Eu não sentia confiança para falar em inglês e não entendia nada de leitura ou escuta de áudios. Essa situação era muito frustrante porque eu tinha interesse pela cultura internacional – livros, filmes e músicas –, porém não conseguia acessá-la.


Então, tomei uma decisão: comecei a fazer Kumon. E com o dia a dia, a rotina e a orientação, a vontade de aprender floresceu. E foi além: me fez querer seguir, me desafiar e avançar no que eu supostamente deveria estar aprendendo. E por que essa diferença tão significativa? Certamente porque eu partia do meu interesse para, então, construir o conhecimento. Eu andava na velocidade dos meus passos. Nem mais, nem menos.

Sala do Departamento de Saúde Global da Escola de Saúde Pública de Harvard.
Sala do Departamento de Saúde Global da Escola de Saúde Pública de Harvard.

Essa memória, por vezes, vem à tona em Harvard. Aqui vivencio diversas metodologias de ensino: aulas baseadas em filmes, grupos de leitura, discussão de literatura científica, reuniões, seminário e aulas tradicionais. Entre elas, consigo indicar um ponto comum: não teriam tamanho impacto em mim se eu, antes, não tivesse me interessado pelos temas; se eu, antes, não tivesse desenvolvido uma rotina de estudos; se eu, antes, não tivesse acreditado que era capaz de superar os desafios. 


Assim, eu consigo, hoje, apontar que o método Kumon não é só sobre aprender um assunto como inglês, mas é sobre autoconhecimento e perseverança. É sobre superação.  


Johnatan durante uma aula de discussão com base em filmes no Departamento de Saúde Global de Harvard.
Johnatan durante uma aula de discussão com base em filmes no Departamento de Saúde Global de Harvard.


Tags: kumon, inglês

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