Época de professor recém-formado e o período militar

17/09/2019
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Toru Kumon sempre gostou de ensinar. Ficava muito feliz quando os amigos lhe pediam que mostrasse como resolver questões de matemática, sua matéria preferida. Antes das provas, quase não tinha tempo para estudar, porque ficava ocupado ajudando os colegas.

“Achei que tivesse vocação para ser professor. Mas, ao me graduar, uma certa insegurança me perseguia.” Em 1936, às vésperas da Segunda Guerra Sino-Japonesa e da Segunda Guerra Mundial, durante uma crise econômica com altos índices de desemprego, ele passou a lecionar na Escola Ginasial Provincial de Kainan. Em pouco mais de um ano, Toru Kumon criou os fundamentos de uma metodologia de aprendizado, perdeu o pai e o irmão mais velho e foi convocado para o Exército.

Início da carreira 

Recém-formado em matemática pela Universidade Imperial de Osaka, começou a dar aulas de álgebra e geometria para o 2°, 3° e 5° ano. Como o colégio não adotava técnicas específicas, ele elaborou uma maneira própria de ensinar.

“Resolvi utilizar o método que aprendi na Escola Ginasial de Tosa, onde estudei na infância, com os meus alunos da Escola Ginasial de Kainan.” Na época, o ensino ginasial não era obrigatório, logo, havia crianças de várias idades, com habilidades e ritmos diferentes.

As turmas eram organizadas conforme as notas. Como exemplifica Toru Kumon, em matemática, existiam três grupos: alfa, beta e gama. “Nem os estudantes, nem os docentes gostavam da ideia, já que alguém colocado na classe gama poderia se sentir inferiorizado. Entretanto, eu achava o sistema muito bom, pois assim as tarefas seriam dadas conforme a capacidade de cada um e as salas se desenvolveriam com mais eficácia.”

A criação do método

Durante as aulas, nas partes consideradas fáceis, apenas dizia: “Leiam com atenção, pois a resposta está no livro; compreendendo esse trecho, sigam avançando. Assim, eles evoluíam sozinhos e, quando tinham dúvidas, vinham me perguntar”.

O objetivo era despertar o interesse pelo aprendizado. “Fiquei alegre quando ouvi os alunos elogiando meu trabalho.” O professor se sentia ainda mais feliz escutando que eles não conseguiam entender alguns itens. Isso acontecia pois trazia tanto questões simples quanto conteúdos complexos. “Afinal, se uma criança fosse capaz de resolver todos os exercícios, provavelmente se aborreceria durante as atividades.”

Ele ainda conta que usava as avaliações para gerar mais motivação. Para o professor, perceber e corrigir equívocos era uma ótima forma de aprimorar o conhecimento. Certa vez, disse: “Devolverei as provas, mas em 3 delas cometi erros de correção. Portanto, verifiquem suas respostas”. Quando um aluno reclamava, ele respondia: “Não há nenhum erro! Eu disse aquilo pois se vocês não revisassem as avaliações, não aprenderiam nada”. 

O serviço militar

Pouco depois de assumir o cargo na Escola Ginasial de Kainan, Toru Kumon foi convocado para o Exército. Lá, dedicava-se aos serviços gerais, como separar as correspondências. Nesse período, descobriu o valor da leitura em voz alta.

Durante a tarefa, ele e seus companheiros notaram que algumas cartas estavam endereçadas a soldados falecidos na batalha. Com respeito e consideração, a fim de que essas pessoas recebessem a mensagem, “abríamos as missivas e as líamos em voz alta”.

Um de seus colegas, que prestava essa homenagem, era o docente primário Denki Nakamura, considerado um orador muito talentoso. “Assim, percebi a importância da leitura em voz alta e que o aluno só tem a ganhar, dependendo da capacidade do professor.”

Saiba mais sobre o fundador do método Kumon clicando aqui.

Tags: kumon, método, aprendizado

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